Vídeo Marketing

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por Diogo Kling 8 minutos de leitura

Antes de sair para gravar hoje, que tal a gente falar de pré-produção?

Eu sou Diogo Kling, diretor criativo na Evoque Audiovisual, e o assunto de hoje é pré-produção de vídeos. Ter apenas uma câmera na mão e uma ideia na cabeça nem sempre vão te render bons vídeos, né? Pode ser que aconteça? Pode ser. Quer dizer, a não ser que você tenha sorte, né? Muita sorte.

Bom, eu acho que ninguém vai querer ficar investindo dinheiro e tempo em obra do acaso, não é mesmo? Como diria Pasteur, “a sorte favorece a mente bem preparada”. Então, para começar um projeto de vídeo, a gente vai precisar de um roteiro e de um plano de produção.

Roteiro

Roteiro é aquele aquele papel cheio de coisa escrita que você já sabe o que é, né? É claro que eu vou te explicar o que que é, né… Bom, basicamente, nós teremos um vídeo mais detalhado sobre o roteiro – tão importante para se criar algo que seja interessante e faça sentido e que, principalmente, funcione na hora de editar. Mas por hora digamos que ele é o nosso texto, seja o script das falas ou a descrição de tudo que acontece na cena.

Plano de Produção

Plano de produção, como o próprio nome já diz, é o planejamento de todas as ações que terão de ser executadas para que o filme ou vídeo aconteça, né? Sendo assim, é na etapa de pré-produção que esses dois itens deverão ser os primeiros a serem criados, pois aqui é onde você senta com cliente e escuta tudo o que ele quer.

Ah… você que é o próprio cliente? Não tem problema. Tudo que eu vou falar aqui se aplica da mesma forma.

É preciso saber o que queremos comunicar, mesmo sendo uma dramaturgia. Precisamos entender qual é o público-alvo desse vídeo, pois traçar uma persona antes de começar é fundamental. Tudo que você vai criar, desde personagens, cenário, iluminação, tudo mais, vai ser pensado para falar ou comunicar-se com essa persona.

Aí, você me pergunta: quem é essa persona, afinal? Persona nada mais é do que traçar o perfil da audiência desse vídeo. Para quem ele é direcionado? Qual a idade e o gênero? Qual é a classe social? Qual é a região do país ou do mundo que se pretende distribuir e impactar mais? Como será a distribuição? Enfim, é bem importante saber qual linguagem que será usada e é você que vai ter que decidir.

Aqui vai uma dica: eu, geralmente, converso com o cliente, na maioria das vezes, numa agência de marketing ou o próprio departamento de marketing da empresa que é cliente, a fim de entender o objetivo final. Uma das primeiras perguntas que eu faço é: vamos vender ou vamos gerar valor? Com a resposta dessa pergunta, já dá para se ter uma ideia do tipo de vídeo que será desenvolvido.

Com a persona, objetivo e tipo de vídeo definido, podemos começar a pensar no roteiro. Assim que a história tiver escrita, partimos para a fase de decupagem de produção. A decupagem de produção é a fase que serve para entender e planejar todo operacional necessário para tirar o vídeo do papel.

Nessa fase, respondemos as seguintes perguntas: onde vamos gravar? Quais elementos eu preciso para o cenário? Que roupas os personagens ou o apresentador irão usar? Qual câmera será utilizada? Gravarei em qual formato? 4k, 6k, 8k, Full HD? Gravarei estilo vídeo ou estilo cinema? As respostas dessas perguntas serão dadas a medida em que estivermos fazendo um match entre o roteiro, objetivos do vídeo, sua persona, onde iremos distribuir esse material, enfim. É importante citar que cada plataforma tem uma exigência de qualidade e formato de gravação.

O Instagram, por exemplo, aceita alguns tipos de formato de vídeo, porém ainda tendo como mais comum, mais usado o formato um por um, quadrado, para o feed ou 9 por 16 para os stories. Demandando assim arquivos mais leves com resoluções menores. Por sua vez, o YouTube permite o uso do formato 4k, o que melhora a experiência da sua audiência e demonstra um cuidado e qualidade da sua parte para com a audiência.

Por último, a Netflix já possui exigência até de câmeras, sensores, lentes, formato de gravação específicos. Eles disponibilizam uma lista bastante detalhada em seu site, onde, se o seu produto não tiver perfeitamente dentro das suas especificações, ele não vai ser aceito pela plataforma. É sempre bom lembrar que o mesmo se aplica para diversos meios de comunicação, como canais de TV por assinatura, TV aberta, cinema, metrô etc.

Por exemplo, eu gravo um comercial que a princípio vai ser exibido apenas no Instagram, tudo produzido, concluído. Mas aí o cliente decide que o comercial vai ser exibido em salas de cinema, por exemplo. Percebe que se exibirmos na sala de cinema um produto que não é compatível com a resolução e nem com o formato, não vai ser bom, não vai ser legal? Um outro contraponto seria estarmos desperdiçando recurso quando criamos um produto com a resolução de cinema para ser exibido no Instagram. E aí, quando falo de recurso, não me restrinjo a valor de vídeo mas também a quantidade de horas de ilha, tempo de processamento do material, além da quantidade de tempo para entregar o produto pronto.

Enfim, estamos vendo diversas evidências do porquê que não é tão fácil fazer vídeo só com uma ideia na cabeça e uma câmera na mão, né?

Bom, tem um ponto importante aqui que eu quase ia esquecendo. São muitos detalhes para se passar, né, gente? Já definiu qual iluminação que você vai usar? Pois é, você precisa saber, caso precise alugar algum equipamento e também poder se planejar, né?

Dica para ajudar você definir iluminação correta para o seu vídeo: nós precisamos sempre pensar “Vamos contar algo alegre?  Esperançoso? É um talking head, ou seja, alguém só falando? Qual é o público desse interlocutor? Ele é um executivo? Ele é um esportista? Ele é acadêmico?” Cada cenário desse pede uma forma de iluminar, que trará uma sensação diferente aos olhos de quem vê. Não é à toa que o que fazemos chama-se audiovisual, não é mesmo?

Tudo definido, é hora de agendar a sua gravação, juntar o equipamento e partir. Te vejo no próximo vídeo. Até mais!

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